Justiça Manda tirar do ar vídeo de Contar com fala antiga de Bolsonaro – Correio do Estado

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Política
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Juiz diz que eleitor deve ser ‘devidamente informado’ sobre o apoio de Bolsonaro no 2º turno
09/10/2022 20h02
Da Redação
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Eduardo Riedel tem decisão favorável para retirar vídeo – Facebook
Decisão da justiça eleitoral, proferida neste domingo (9), mandou tirar da propaganda eleitoral gratuita do candidato do PRTB ao governo do Estado, deputado Capitão Contar. 
Contar se utilizava de maneira indevida uma fala do presidente Jair Bolsonaro ainda do 1º turno da disputa eleitoral, no entender do magistrado, ‘criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais desforme da realidade atual.
 

“Ressalte-se, que eleitor deve ser devidamente informado sobre o apoio do candidato Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição estadual, dando-lhes a necessária transparência, sendo vedado aos postulantes do governo a tentativa de confundir o sufragista (eleitor)”, diz na decisão o juiz José Eduardo Chemin Cury.
A justiça entendeu que o apoio de Bolsonaro, que tem ‘peso enorme na escolha dos eleitores de Mato Grosso do Sul’, tem duplo apoio no 2º turno, a Contar e ao candidato da coligação Trabalhando Por Um Novo Futuro, Eduardo Riedel. 
“[Bolsonaro] tendo escolhido a neutralidade para angariar suporte político de ambos os disputantes do segundo turno estadual, continuar utilizando a sua fala do debate, não encontra mais escora factual, pelo que as propagandas impugnadas incidem nas vedações legais, terminando por criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais desforme da realidade atual”, afirmou o magistrado. 
Como Riedel e Contar apoiam e são apoiados por Bolsonaro, conforme vídeo divulgado e amplamente viralizado nas redes sociais, o próprio presidente da República, ladeado pela senadora eleita por Mato Grosso do Sul, Tereza Cristina, e pelo deputado federal reeleito, Dr. Luiz Ovando, declara, ‘por lealdade’, neutralidade no 2º turno no Estado.

Leia a decisão na íntegra 
 

 
ELEIÇÕES 2022
Adonis Marcos (Psol) teve o maior custo por voto, já Marquinhos foi quem mais arrecadou; ambos não passaram do 1º turno
10/10/2022 09h00
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Candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo Psol, Adonis Marcos teve o maior custo por voto no primeiro turno das eleições
Dinheiro não é tudo em se tratando de disputa eleitoral. Ao menos é o que pode ser notado na corrida pelo governo de Mato Grosso do Sul, que será definida entre os candidatos Eduardo Riedel (PSDB) e Capitão Contar (PRTB), no dia 30 de outubro, data da votação do segundo turno.

O ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD), por exemplo, segundo dados divulgados pelo DivulgaCand, ferramenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que mostra o que o candidato arrecadou e o que gastou durante a campanha, foi o que mais movimentou dinheiro entre os oito concorrentes ao governo de MS.

Marquinhos arrecadou R$ 6.409.329,00 e, segundo o DivulgaCand, gastou R$ 5.421.225,96. Quase todo o recurso acumulado pelo candidato surgiu por meio do Fundão, dinheiro do contribuinte repartido entre as legendas que participam das eleições. Pelas contas mostradas pelo candidato até agora, restou perto de R$ 1 milhão ao PSD.

Tudo certo nas finanças, tudo errado na captação de votos. Marquinhos, antes tido como um dos favoritos ao pleito, ficou em sexto lugar. Ele obteve 124.795 votos, ou seja, cada um dos sufrágios custou R$ 43,44, o segundo maior valor entre os concorrentes.

Do outro lado da ponta, o Capitão Contar, o candidato do PRTB, campeão de votos, com 384.275 no primeiro turno, informou que sua campanha eleitoral colheu R$ 654.966,99 e gastou R$ 498.981,57 até agora com despesas. Como ele está em campanha pelo segundo turno, não é possível calcular o fechamento das contas.

Já Eduardo Riedel, candidato do PSDB, rival de Contar, arrecadou R$ 5.684.408,00, soma inferior às despesas que já atingiu, segundo o DivulgaCand, R$ 6.456.398,81. Como ele também concorre ao governo no segundo turno, ainda não é possível calcular o custo por voto.

André Puccinelli, candidato pela legenda MDB, mesmo partido de Simone Tebet, que terminou as eleições presidenciais em terceiro lugar, foi outro que gastou muito e não conseguiu avançar para o segundo turno.

Com o total arrecadado de R$ 6.000.250,00 de doações, maior parte da verba vinda do Fundão, gastou R$ 5.910.723,04 com despesas totais. Ele obteve 247.093 de votos, os quais custaram R$ 23,92 cada.

Já Rose Modesto, candidata pelo União Brasil, partido de Soraya Thronicke, que obteve 0,54% dos votos na disputa presidencial, recebeu R$ 6.153.473,94 de doações, maior parte do Fundão, e teve R$ 4.837.243,44 de despesas gerais. Com 178.599 votos, que custaram R$ 27,08 cada.

A petista Giselle Marques recebeu o montante R$ 3.804.500,00, a maioria vinda do Fundão, mas gastou R$ 2.068.136,08. A candidata somou 135.556 votos, custando R$ 23,92 cada um.

Adonis Marcos, candidato do Psol, teve a verba toda vinda do Fundo Eleitoral, o total de R$ 213.285,92, em que gastou R$ 176.148,00. Como o psolista encerrou o pleito com 3.251 votos, cada um custou R$ 54,18.
O segundo turno das eleições será realizado no dia 30 de outubro. Em Mato Grosso do Sul, disputam o cargo do Executivo os candidatos Eduardo Riedel e Capitão Contar.
 
SEGURANÇA
Em escala nacional, TCU irá auditar no mínimo 4.161 urnas eletrônicas do 1º turno das Eleições 2022
09/10/2022 17h58
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Nesta semana, o secretário-geral do Tribunal de Contas da União (TCU), Frederico Carvalho Dias, entregou ao secretário-geral da Presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Levi Mello, ofício requisitando acesso aos Boletins de Urna (BUs). O objetivo é fazer a conferência de no mínimo 4.161 urnas. 
Em Mato Grosso do Sul, serão 67 Boletins de Urnas conferidos, do total de 6.912 existentes no Estado. 
Segundo o TSE, uma amostra de 4.577 seções eleitorais foram sorteadas aleatoriamente pelo órgão para serem submetidas à auditoria. 
A avaliação vai comparar os BUs recolhidos com a totalização referente ao primeiro turno das Eleições 2022 divulgada pela Corte Eleitoral. 
Ainda conforme divulgado, estima-se que cerca de 40% dos municípios com eleição, no Brasil e no exterior, terão pelo menos uma urna auditada pelo TCU, o que equivale a um número por volta de 2,3 mil municípios.
Das 4.577 seções sorteadas, cerca de 970 estão localizadas em capitais e dez no exterior. 
O TSE explica que a amostra requisitada tem grau estatístico de confiabilidade de 99% e margem de erro de 2%, além de considerar a variância de 50%. 
Os parâmetros foram estabelecidos pela equipe de auditoria do TCU considerando critérios de risco. 
O resultado desta fase da auditoria constará dos próximos dois relatórios a serem produzidos pelo TCU sobre o sistema eletrônico de votação. A previsão é de que sejam divulgados nos meses de novembro e início de fevereiro, respectivamente.
Para o secretário-geral da Corte de Contas, Frederico Carvalho Dias, tal averiguação é muito importante para a sociedade. 
“O TCU vem realizando essa auditoria em várias etapas, para avaliar o sistema eleitoral como um todo. É interessante observar que, por ser um órgão técnico, que baseia suas auditorias em padrões internacionais, o Tribunal [de Contas] tem todo o respaldo para poder opinar nos procedimentos que vêm sendo adotados sobre o assunto”, disse.
Já o secretário-geral da Presidência do TSE, José Levi Mello, destacou que a Justiça Eleitoral é transparente e absolutamente aberta. 

“Aqui, só há uma coisa sigilosa: o voto. O TCU tem uma expertise em diversas áreas que pode e traz uma série de contribuições para todas as projeções da administração pública brasileira. Nesse sentido, não hesito em dizer que é uma satisfação enorme contar com o acompanhamento do Tribunal [de Contas], que é sério, construtivo, sempre presente e que fortifica o trabalho da Justiça Eleitoral”, afirmou. 
 
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