Apesar da vitória de Casagrande, bolsonarismo mostra força no ES – A Gazeta ES

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Publicado em 31 de outubro de 2022 às 18:22
Mesmo com a vitória do governador Renato Casagrande (PSB) garantindo a reeleição no Espírito Santo com 53,8% dos votos, o bolsonarismo também saiu vitorioso no Estado. O partido do presidente não reeleito Jair Bolsonaro (PL) levou Carlos Manato para o segundo turno depois de 28 anos com a eleição sendo decidida em uma votação.
Bolsonaro também venceu no Espírito Santo subindo a votação que recebeu do primeiro turno. Neste domingo (30) conquistou 58,04%, um total de 1.282.145 votos. Na primeira votação, Bolsonaro teve 52,23% dos votos, o que representava 1.160.030 votos.
Carlos Manato (PL) também cresceu em votos dos capixabas, levando 800.598 no primeiro turno para 1.006.021 no segundo, 205.423 a mais de um turno para outro.
Para o cientista político Fernando Pignaton, o bolsonarismo venceu no Espírito Santo e criou uma primeira onda e uma segunda que quase derrotou o governador Renato Casagrande. “Fica uma lição de que não se pode tentar vencer uma eleição antes da disputa”, disse.
Pignaton lembrou que o governador uniu forças políticas achando que levaria no primeiro turno, mas acabou sendo surpreendido pela votação de Manato, que se colocava como o governador de Bolsonaro, o que levou Casagrande a reorganizar a campanha.
O cientista político João Victor Santos também avalia que Casagrande iniciou a campanha contando com o primeiro turno, mas com o adiamento da decisão, optou pela mudança de tom da campanha e abordagem mais próxima a Bolsonaro, com a consolidação do voto #CasaNaro. “É um marco importante e há uma consolidação do bolsonarismo no Estado”.
Santos pondera ainda que embora a votação em Bolsonaro tenha sido expressiva no Espírito Santo, “não dá para jogar todo mundo na seara de bolsonarista”, se referindo aos eleitores que votam no atual presidente mas não estão totalmente alinhados às bandeiras.
Outro destaque dessas eleições na avaliação de Santos é que Casagrande acaba se projetando nacionalmente como principal liderança do PSB, visto que o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin não é do início do partido. E passando a vitrine do partido a ser gerenciada pelo Sudeste.
Já o cientista político e professor da Ufes Marcelo Vieira analisou a diferença de voto no Estado e nacionalmente. Bolsonaro, alinhado à extrema direita, venceu em 61 cidades no Espírito Santo. E Casagrande, de centro-esquerda, também venceu em 61 municípios capixabas. 
“Essa diferença entre os votos tem a ver com a dinâmica local. Quando o eleitor vota para governador e prefeito, leva em conta os objetivos de vida, as políticas públicas, olhando para a sua própria vida. Isso explica o fato de Casagrande ter tido desempenho superior ao de Lula no estado”, disse.
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