Lula revogará decretos de Bolsonaro e quer ajuda da igreja no desarmamento – UOL Confere

Do UOL, em Brasília
17/12/2022 04h00
O objetivo é reverter a expansão do uso de armas por civis, que explodiu na gestão de Bolsonaro. Em entrevista ao UOL, o futuro ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), afirmou que uma minuta sobre o tema deverá ser entregue a Lula ainda neste ano
Nós temos uma lei, e essa lei foi desfigurada por decretos e portarias. Em termos práticos: [vamos] revogar decretos ilegais e editar um novo que regulamente a lei e garanta o seu cumprimento [ainda neste ano].”
Flávio Dino, futuro ministro da Justiça
Sob Bolsonaro, o Brasil:
Bolsonaro se utilizou do poder dos decretos presidenciais para driblar o estatuto do desarmamento. As principais mudanças foram:
Os principais pontos de revisão que Dino quer implantar são:
Dino afirma que também vai retomar campanhas de desarmamento. Assim como em 2003, quando, recém-empossado, Lula criou uma campanha nacional de devolução e destruição de armas entre civis.
Temos hoje mais CACs no Brasil que membros da PM [Polícia Militar], é a situação concreta. Isso é uma inversão do conceito fundamental do Estado, que existe para garantir a segurança do cidadão. Na medida em que temos mais armas privadas, é quase como se fosse um faroeste.”
Católico, ele pretende contar com a ajuda das mais diferentes igrejas, principalmente as evangélicas.
Uma campanha de desarmamentos depende de ações de emulação cultural. As igrejas podem, devem e serão convidadas nesta campanha. Jesus definitivamente não era praticante de nenhum tipo de armamentismo. Essas pessoas, como eu, cristão, leram a Bíblia.”
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