Nova presidente do Ipea tem trajetória alinhada a políticas públicas sociais – O Tempo

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A economista Luciana Mendes Santos Servo assumiu a presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) nessa quarta-feira (25) avalizada por uma trajetória acadêmica e profissional dedicada a estudos de políticas públicas sociais. Servidora de carreira desde 1998, Luciana, cujos trabalhos focam o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), é reconhecida pelos pares como uma economista afeita à promoção de políticas sociais com responsabilidade fiscal.
Em tese de doutorado defendida junto à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Luciana avaliou os impactos da regionalização do SUS nas condições de acesso dos usuários, em indicadores de saúde e na eficiência das regiões. “O Brasil tem um problema muito particular do ponto de vista de oferta e demanda de serviços de saúde, que é uma assimetria regional muito grande. Ao contrário das regiões Sul, Sudeste e até Centro-Oeste, o Norte e o Nordeste têm o que chamamos de vazio assistencial”, explica o professor da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG Gilvan Ramalho Guedes.
Para Guedes, Luciana terá um papel fundamental ao participar do planejamento econômico, incluindo economia da saúde, área em que é especialista, já que, conforme o professor, o planejamento passa por uma “relação fina” entre os critérios de eficiência e equidade. “Se o governo fecha um hospital de pequeno porte por ineficiência em uma área onde não há nada em volta e não dá acessibilidade para os usuários chegarem onde precisam ser atendidos, resolve um problema de eficiência em um curto prazo, mas gera um problema de equidade do outro lado”, exemplifica.
Mesmo dentro do Ipea, Luciana já exercia funções relacionadas à análise do financiamento de políticas públicas sociais, como, por exemplo, as contas-satélite de saúde, uma extensão do Sistema de Contas Nacionais. As contas-satélite de saúde são uma publicação periódica para avaliar o perfil e a evolução do setor em comparação ao PIB. “Sem dúvidas, Luciana é uma das pessoas no Brasil que mais entende disso”, afirma a professora da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG Mônica Viegas Andrade, orientadora de Luciana durante o doutorado. A futura presidente do Ipea foi uma das responsáveis por elaborar as contas-satélite da saúde do período entre 2010 e 2019.
Mas Mônica acredita que, como Luciana tem um “perfil institucional”, não irá necessariamente dar ênfase à economia da saúde. “Não esperaria esse tipo de atitude de Luciana”, pontua. “É uma pessoa que conhece muito bem o Ipea e tem uma boa noção da importância que o Ipea tem do ponto de vista de subsidiar tecnicamente a proposição de políticas públicas para o país”, acrescenta a ex-diretora do Centro de Desenvolvimento e Planejamento Regional da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG.
Especializada em economia da saúde como Luciana, a professora da Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG Kenya Noronha observa que, para conhecer a estrutura de financiamento do SUS, a nova presidente do Ipea, antes de tudo, tem um domínio das contas públicas. “Ela tem um domínio muito grande hoje na área da economia da saúde exatamente pelo fato de conhecer bastante como funciona a questão das contas públicas no Brasil”, aponta Kenya, para quem Luciana é uma das principais especialistas em regionalização e financiamento do SUS.
Para Mônica, embora a vocação para políticas públicas sociais alinhe Luciana ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o perfil técnico e cooperativo da economista deve levá-la a conciliar interesses para posicionar o Ipea dentro da agenda tanto do Ministério do Planejamento e Orçamento quanto do Ministério da Fazenda. “Não é um papel de, necessariamente, referendar tudo o que vem do governo. Não é esta a proposta. Mas eu acho que é um papel de subsidiar políticas públicas e subsidiar tecnicamente os ministérios na tomada de decisões de políticas públicas”, projeta a professora.
Apesar de considerar que seria uma especulação apontar qualquer alinhamento de Luciana com os ministros Simone Tebet e Fernando Haddad, Guedes aposta que a nova presidente do Ipea vai saber transitar bem entre o Planejamento e o Orçamento e a Fazenda. “Nesta mistura entre um perfil técnico voltado para a eficiência, associado a uma política mais desenvolvimentista, Luciana pode ser um bom equilíbrio para que nenhuma das forças ganhe sozinha”, avalia o professor.
A indicação de Luciana foi saudada pela Associação dos Funcionários do Ipea, onde fez parte da diretoria entre 2021 e 2023. Em nota pública assinada pelo presidente José Celso Cardoso Jr., a Afipea observou que a economista tem “trajetória acadêmica e profissional de grande relevo no campo das políticas públicas brasileiras, notadamente em temas do desenvolvimento regional, mundo do trabalho e economia da saúde”. “Luciana terá agora pela frente o enorme desafio da reconstrução institucional do órgão, que como muitos outros em âmbito federal vinham sofrendo processos severos de desorganização em vários níveis.”
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