Bahia vive aumento de 136% no número de registros da meningite – Bahia Notícias

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Cerca de 7,4 mil brasileiros desempenharam o papel de doadores de órgãos no ano passado. Para aumentar o número de pessoas e/ou famílias a terem essa mesma iniciativa, durante todo este mês é celebrado o mês de conscientização para a doação de órgãos, células e tecidos, o “Setembro Verde”. Para falar sobre esse assunto, o Bahia Notícias conversou com Eraldo Salustiano de Moura, cirurgião e responsável pela Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes (Coset). O órgão, subordinado à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), possui uma estrutura organizacional complexa, a qual compreende a Coordenação do Sistema Estadual de Transplantes, a Central de Notificação, Captação e Distribuição de Órgãos e Tecidos (CET) e as Organizações de Procura de Órgãos. É a Coset que tem competência sobre a coordenação da política de transplantes no estado, supervisionando as atividades, planejando, gerenciando, executando, acompanhando e fiscalizando as ações e condições para a a retirada de órgãos, partes e tecidos do corpo humano para fins de transplantes ou enxertos. Ao site, o médico ressaltou a necessidade, não somente do mês, como a criação do Dia Nacional, comemorado nesta terça-feira (27). Para ele, é necessário que mais pessoas se conscientizem sobre o processo de doação, assim como a oportunidade serve como um passo para a disseminação de conhecimento e informação. “Com o desenvolvimento da medicina, cada vez mais, a gente consegue que muitas doenças possam ser tratadas com transplante. As leucemias, por exemplo, que não respondem ao tratamento de quimioterapia, radioterapia, os linfomas, que não respondem a esse tratamento, hoje é permitido que pessoas com essas condições voltem a ter sua vida normal”, destacou o entrevistado. Ele também explicou sobre a dinâmica de funcionamento do serviço público, a essencialidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e outros aspectos da evolução científica ao longo dos últimos 30 anos.
por Bruno Leite
Dados divulgados pelas autoridades de saúde baianas mostram um aumento exponencial no número de casos de meningite. De acordo com dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o crescimento foi de 136%, se comparado aos números registrados no ano passado.
Causada geralmente por uma infecção – seja bacteriana, viral ou decorrente de outras etiologias -, a meningite é uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Ela pode acometer indivíduos de qualquer idade e ocorrer em qualquer período do ano.
Conforme apontou a Sesab, o quantitativo de ocorrências da doença na Bahia saltou de 105 casos e 21 mortes, em 2021, para os 248 casos e 43 óbitos registrados até o último dia 28 de setembro.
As informações divulgadas pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep) do órgão estadual ao longo do ano já apontavam para um crescimento progressivo nos índices relacionados com o agravo. Em março, o primeiro boletim epidemiológico mostrava que havia 23 casos e 3 mortes. Meses depois, em maio, o quadro epidemiológico era de 56 registros e 11 vítimas.
Em ambos os comunicados, a região Sudoeste foi o território com maior incidência. No primeiro o público de 10 a 14 anos foi o que mostrou ser o mais afetado, considerando a incidência (de 0,14/100 mil habitantes). Já o coeficiente do segundo (superior a 0,4/100 mil habitantes) foi maior entre os de idade igual ou inferior a 1 ano.
Na avaliação da secretaria da Saúde, o retorno à vida normal após a crise sanitária da Covid-19 potencializou o risco de transmissão de diversas doenças, entre elas a meningite. A baixa imunização também seria um ponto facilitador para a circulação da doença, de acordo com a Sesab.
A vacinação, aliás, é considerada como a forma mais eficaz na prevenção da doença. Na rede pública estão disponíveis para crianças menores de 1 ano e até 4 anos as vacinas Pneumocócica 10 Valente conjugada, Meningocócica C conjugada, Pentavalente e BCG, que protegem contra alguns tipos de meningite bacteriana.
Desde 2020, o Ministério da Saúde está disponibilizando a vacina meningocócica quadrivalente (ACWY) para os adolescentes de 11 a 12 anos e, a partir de junho de 2022, foi recomendada para os trabalhadores da saúde. Também são ofertadas, nos Centros de Imunobiológicos Especiais (CRIE), vacinas contra meningite para grupos específicos.
A auriculoterapia é uma técnica milenar, reconhecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2006. A comprovação da efetividade da técnica está descrita em centenas de artigos científicos. Prova de que a auriculoterapia vem sendo amplamente estudada, é que o Consórcio Acadêmico Brasileiro de Saúde Integrativa (CABSIN) e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde da Organização Pan-Americana da Saúde (Bireme/Opas/OMS) realizam uma série de estudos sobre como a prática contribui para o cuidado de diferentes problemas de saúde.
















