Biden promete dar mais apoio à Ucrânia durante reunião com Zelensky – CartaCapital

Menu
Faltam para nos livrarmos do Jair
‘Vamos continuar fortalecendo a capacidade de defesa da Ucrânia, particularmente a defesa aérea’, afirmou o presidente dos Estados Unidos
Os Estados Unidos querem aumentar seu apoio militar à Ucrânia, disse o presidente Joe Biden nesta terça-feira 21 ao receber seu contraparte ucraniano, Volodimir Zelensky, país em guerra com a Rússia desde fevereiro.
“Vamos continuar fortalecendo a capacidade de defesa da Ucrânia, particularmente a defesa aérea”, afirmou Biden a Zelensky, acrescentando que a Ucrânia “continua inspirando o mundo”.
Zelensky agradeceu ao líder americano por “seu grande apoio”. Uma “paz justa”, que encerre a guerra na Ucrânia, implica “não comprometer” a integridade territorial de seu país, disse.
“Para mim, como presidente, ‘uma paz justa’ não implica nenhum tipo de compromisso quanto à soberania, à liberdade e à integridade territorial do meu país”, assegurou o presidente ucraniano na Casa Branca, durante coletiva de imprensa conjunta com seu contraparte americano.
Zelensky faz sua primeira viagem internacional desde o início da invasão russa ao seu país, em fevereiro.
Vestido com um uniforme de combate marrom, Zelensky foi conduzido à Casa Branca, onde foi recebido com honras pelo presidente Joe Biden e sua esposa, Jill.
Zelensky – cuja desenvoltura com a mídia e atitude resiliente em relação à Rússia o ajudaram a reunir apoio para a causa ucraniana – chegou em um avião militar americano na Base Aérea de Andrews, após uma viagem organizada secretamente por razões de segurança.
Após a conversa com Biden na Casa Branca, o chefe de Estado da Ucrânia falará perante o Congresso, que está finalizando um novo pacote no valor de US$ 45 bilhões em ajuda à Ucrânia para 2023.
“Estou animado por tê-lo aqui”, tuitou Biden pouco antes da chegada de Zelensky.
Congressistas americanos compararam a visita de Zelensky com a viagem natalina de Winston Churchill ao Capitólio em 1941, pouco dias depois do ataque japonês a Pearl Harbor, que selou a entrada dos EUA na Segunda Guerra Mundial.
“É especialmente comovente para mim estar presente quando outro líder heroico discursa no Congresso em tempos de guerra, e com a própria democracia em jogo”, declarou a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, uma ferrenha defensora da Ucrânia.
Antes da chegada de Zelensky, os Estados Unidos anunciaram o envio de mais US$ 1,85 bilhão de fundos previamente orçados em ajuda para a Ucrânia, incluindo pela primeira vez o avançado sistema de defesa aérea Patriot, capaz de abater mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos de curto alcance.
A Ucrânia teme uma avalanche de mísseis russos e tem enfrentado uma série de ataques com drones, muitos deles comprados por Moscou do Irã. As forças russas bombardeiam usinas elétricas e outras infraestruturas civis no momento em que a região começa a ser assolada pelo frio do inverno.
“Continuaremos apoiando a Ucrânia enquanto for necessário para que Kiev possa continuar se defendendo e estar na posição mais forte possível na mesa de negociações quando chegar a hora”, declarou o secretário de Estado americano, Antony Blinken, no comunicado em que anunciou a ajuda.
A caminho de Washington, Zelensky disse através do Twitter que esperava “fortalecer a resiliência e a defesa” da Ucrânia.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou que novas entregas de armas americanas a Kiev levarão a um “agravamento do conflito” e “não são um bom presságio para a Ucrânia”.
Em um discurso televisionado para chefes militares, Putin afirmou que Moscou não tem culpa pela invasão e concordou que a Rússia precisa de um Exército maior.
“A capacidade de combate de nossas Forças Armadas está aumentando constantemente”, disse Putin.
“O que está acontecendo é, claro, uma tragédia, a nossa tragédia comum. Mas não é o resultado da nossa política. É o resultado da política de outros países”, acrescentou.
“Não temos limites para financiamento. O país e o governo estão dando tudo o que o Exército pede. Tudo”, garantiu Putin.
Em 1º de setembro de 2021, antes da guerra, Zelensky já havia sido recebido por Biden no Salão Oval. Na ocasião, o presidente americano prometeu apoiar a ex-república soviética diante da ameaça da Rússia.
Em uma visita à cidade de Bakhmut, leste da Ucrânia e ponto crucial da frente de batalha, Zelensky já havia dado a entender que iria aos Estados Unidos, quando recebeu uma bandeira ucraniana assinada pelos soldados de Kiev.
“Vamos entregá-la ao Congresso dos Estados Unidos, ao presidente dos Estados Unidos. Agradecemos por seu apoio, mas não é o suficiente”, declarou, na cidade devastada pelos combates.
A guerra, de fato, não dava trégua nesta quarta-feira.
O Estado-Maior ucraniano relatou bombardeios russos no leste e no nordeste do país. Ao menos três pessoas morreram, e 14 ficaram feridas, em ataques nas regiões de Donetsk e de Kherson, segundo as autoridades locais.
O Exército russo afirmou ter capturado “novas colinas” perto de Donetsk, reduto dos separatistas pró-russos no leste da Ucrânia.
Após uma série de reveses militares russos no nordeste e sul da Ucrânia, os combates se concentram atualmente no leste do país.
A Rússia também bombardeia as infraestruturas ucranianas, em particular as instalações do sistema de energia e áreas militares. Os ataques deixaram milhões de ucranianos sem água, luz, ou aquecimento, no início de um inverno rigoroso.
AFP
Agência de notícias francesa, uma das maiores do mundo. Fundada em 1835, como Agência Havas.
Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo
O bolsonarismo perdeu a batalha das urnas, mas não está morto.
Diante de um país tão dividido e arrasado, é preciso centrar esforços em uma reconstrução.
Seu apoio, leitor, será ainda mais fundamental.
Se você valoriza o bom jornalismo, ajude CartaCapital a seguir lutando por um um novo Brasil.
Assine a edição semanal da revista;
Ou contribua, com o quanto puder.
Assine nossa newsletter e receba um boletim matinal exclusivo
O bolsonarismo perdeu a batalha das urnas, mas não está morto.
Diante de um país tão dividido e arrasado, é preciso centrar esforços em uma reconstrução.
Seu apoio, leitor, será ainda mais fundamental.
Se você valoriza o bom jornalismo, ajude CartaCapital a seguir lutando por um um novo Brasil.
Assine a edição semanal da revista;
Ou contribua, com o quanto puder.
















