Chefe da Alpine nega que haja 'competição de poder' com CEO – Notícia de Fórmula 1 – Grande Prêmio

Ao fim da temporada 2021 da Fórmula 1, a Alpine abandonou o formato complexo de gestão — antes formado por Laurent Rossi, Marcin Budkowski e Davide Brivio — e adotou o caminho tradicional, chamando Otmar Szafnauer para ser o único homem à frente do time de Enstone. Agora, em algumas situações, o dirigente precisa se reportar apenas a Rossi, e garante que as responsabilidades e competências de cada um estão claramente definidas dentro das garagens.
Graças a isso, Szafnauer descreveu o trabalho na equipe francesa como tranquilo e usou como exemplo uma estrutura eclesiástica. “Trabalhar com Laurent é realmente fácil, porque somos como papas separados”, disse Otmar. “Um dos pilares da montadora Alpine é uma equipe de F1. Ele é o CEO da montadora, e eu me reporto a ele”, acrescentou.
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Esse, inclusive, foi um dos motivos de Szafnauer deixar a Aston Martin, já que na esquadra inglesa, as responsabilidades não estavam claramente definidas entre ele e o executivo Martin Whitmarsh.
Agora, mesmo tendo de reportar tudo ao seu superior, o romeno garante que tem mais liberdade para trabalhar. Como exemplo disso, Szafnauer relembrou o processo para a contratação de Pierre Gasly para a temporada 2023.
“Eu liguei para Franz [Tost] para saber: ‘você pode liberá-lo? ’ E Franz disse que não, pois precisava dele [Gasly], por ser um ótimo piloto”, recordou. “Eu disse ‘você se importa se eu ligar para Helmut [Marko]? Ele pode ter uma perspectiva diferente’”, completou.
O chefe da Alpine avançou nas negociações de forma independente, mas, à medida que conseguia algum progresso, ligava para o CEO para atualizá-lo da situação.
“Liguei para Helmut. Mas, ao mesmo tempo, quando chegava a certos marcos, ligava para Laurent e dizia: ‘Olha, foi isso que fiz. Agora tenho de ir para a América e falar com Bryan Herta sobre uma proposta [para Colton Herta]’”, seguiu. “E eu também fiz isso. Fui almoçar com Bryan e Colton. Porque a liberação [de Gasly] estava condicionada à Red Bull encontrar um substituto que a deixasse satisfeita”, concluiu.
Apesar de se interessar pela oferta, Colton Herta não fechou acordo com a AlphaTauri, pois não tinha os pontos necessários para obter a superlicença. Então, a equipe B da Red Bull recorreu a Nyck De Vries para ocupar a vaga deixada por Pierre Gasly.
















