Crédito e risco político: o que saber antes de investir no Banco do Brasil (BBAS3) – Suno Notícias

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A resiliência do Banco do Brasil (BBAS3) no mercado chama a atenção dos investidores. A instituição financeira, de mais de 200 anos de história, foi o primeiro banco em território nacional do império português. Hoje, ainda como uma das maiores instituições do Brasil, o banco estatal fica no foco do investidor com um novo governo tomando posse, e traz receios sobre o futuro da operação. Será que vale a pena investir no Banco do Brasil?

Segundo o analista CNPI da Suno Research José Eduardo Daronco, diferente de outros setores, quando a economia está mais contracionista, com juros altos, o BB tende a performar melhor. Por outro lado, quando a economia cresce, os bancos privados tendem a ter um melhor resultado. “O BB é um banco mais defensivo e cauteloso”, observou, em entrevista ao Suno Notícias,.
O Banco do Brasil é uma empresa estatal. Diante disso, há um risco maior previsto e atrelado à operação, uma vez que a imprevisibilidade é maior e as interferências políticas tendem a pesar na percepção do mercado sobre a empresa. A cada quatro anos, com um novo governo, todo o corpo da gestão pode ser alterado também, assim como sua política – o que pode encostar nos investidores. Contudo, o valuation atual do Banco do Brasil já reflete esse risco político, de acordo com Daronco.
A indicação de Tarciana Medeiros pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi técnica, na visão de Daronco.
“Tratando–se de governança, o receio do investidor deve ficar a respeito da carteira de crédito. No passado, a carteira do banco teve um crescimento enorme, e concedeu dinheiro para muitas pessoas sem analisar adequadamente os respectivos perfis de risco. A inadimplência subiu muito e o resultado do banco foi impactado negativamente. Agora, provavelmente não veremos alterações significativas no apetite de risco do BB”, ponderou.
Hoje um terço da carteira do Banco do Brasil é exposta diretamente ao agronegócio. O agro no Brasil é uma potência, e sua produção só cresce internamente – o que beneficia muito o BB. O setor também é muito resiliente, com operação de crédito de garantia real, com uma terra como garantia, por exemplo. Diante disso, a inadimplência acaba sendo muito menor.
O público do banco também acaba favorecendo sua estabilidade no setor financeiro. Seus clientes costumam ser funcionários públicos, que têm um salário estável.
O Banco do Brasil é o banco mais rentável do país, apontou Daronco. “O resultado da instituição também é muito impulsionado pela BB Seguridade. O banco tem evoluído muito na área digital e sido considerado benchmark em investimentos em tecnologia”, completou.

Repórter multimídia no Suno Notícias. Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, foi repórter da Forbes Brasil e atuou na cobertura de hard news, economia, negócios e lifestyle. Gerenciou as redes sociais da edição brasileira da tradicional revista de negócios. Na Máquina Cohn&Wolfe, atuou como relações públicas de clientes do Núcleo de Saúde da empresa. Produziu releases, notas, relatórios, entre outros, para empresas como Biomm, Hypera, FIDI. Anteriormente, responsável pelas redes sociais do Suno Notícias.
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