Daniela Mercury expurga Bolsonaro e exalta o sexo do Carnaval em disco – UOL

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O batucar de tambores surge numa crescente rítmica em “Mulheres do Mundo”, faixa que abre “Baiana”, álbum de Daniela Mercury lançado nesta sexta-feira. Acompanhada por efêmeros coros vocais, a cantora engata numa letra que abraça o otimismo crítico e apaixonado que evoca pelo Brasil ao longo do disco.
Da areia esbranquiçada dos lençóis maranhenses às serras da Chapada Diamantina, Mercury associa paisagens nacionais à história do país, ao lembrar mulheres como Maria Quitéria, Joana Angélica e Clara Filipa. Fala ainda da era atual, enaltecendo o movimento antibolsonarista Ele Não, encabeçado por brasileiras durante a corrida presidencial de 2018.
É uma faixa que sintetiza bem o que vem pela frente. Trinta anos depois de lançar o clássico “O Canto da Cidade”, a artista traz um disco que pinta o Brasil como o país das mazelas e belezas sociais.
Logo em seguida, em “Macunaíma”, Mercury faz cantos falados, numa estética quase teatral, ao som de batidas de axé, samba e eletrônica. A letra leva o ouvinte ao Theatro Municipal na Semana de Arte Moderna, que neste ano completou cem anos, e o põe diante de figuras como Mário de Andrade —que surge como um gay enrustido.
Resgatando o clássico “tupi or not tupi, that is the question”, do “Manifesto Antropófago”, a cantora põe a brasilidade em foco e relaciona a essência modernista aos nomes de Elza Soares, Emicida, Pabllo Vittar, Anitta e Elisa Lucinda.
Ressignificar movimentos culturais do país é, aliás, uma constante do álbum. Tropicália e bossa nova, por exemplo, surgem em mais de um momento. É como se Mercury estivesse a fim de revisitar o que marcou as artes brasileiras e traduzir tudo para a atualidade.
Em “Caetano Filho do Tempo”, por exemplo, a artista homenageia Caetano Veloso, se inspira na famosa repetição silábica de “Tropicália” e define o músico como a vanguarda baiana.
Já em “A Felicidade”, a voz grave de Mercury canta os versos “tristeza não tem fim/ felicidade sim”, compostos por Tom Jobim e Luiz Bonfá para a música de mesmo nome. Com piano lento, trompete e voz melódica, a harmonia é típica da bossa nova.
Nem só de calmaria, porém, vive a obra. A maioria das canções é tão festiva que chega a nos remeter ao fervor carnavalesco dos tradicionais trios elétricos estrelados por artistas como a própria Mercury.
“Soteropolitanamente na Moral” e “Aglomera” são pura explosão carnavalesca. A primeira vibra num frevo de letra tropical, que lembra o sol escaldante de Salvador, enquanto a segunda é a alegria pós-pandêmica em forma de música. Nesta, a cantora comemora o fim do isolamento social, com batidas eletrônicas de axé e referências ao teor erótico do Carnaval.
Se de um lado essa catarse evocada pelo disco tem a ver com o alívio da vacinação em massa contra a Covid, por outro, está também relacionada à derrota de Jair Bolsonaro nas urnas. Em entrevistas recentes, Mercury disse que aguardou o resultado eleitoral para escolher o repertório do disco e, ao saber da vitória do petista, teria optado por canções mais otimistas.
Ainda assim, há ali uma pulsante veia política. São vários os momentos do disco em que a artista, que é um dos principais nomes cotados para chefiar a pasta cultural do governo Lula, defende a democracia e condena tiranias.
O álbum traz ainda uma política não institucional —em “Macunaíma”, por exemplo, a baiana fala em “todes”, aderindo à linguagem neutra. É como se estivesse falando com um nicho ideológico.
Assumindo ou não um cargo no governo lulista, Mercury tem agora um repertório pronto para conversar com parte dos antibolsonaristas que, assim como ela, querem extravasar no Carnaval com beijos, danças e expurgo pós-pandemico e eleitoral.
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