Deputado de Portugal chama Lula de "bandido" e é repreendido – Poder360

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Declaração de André Ventura foi dada no Parlamento português; presidente da Assembleia o interrompeu em seguida
O deputado de Portugal André Ventura chamou o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de “bandido” durante sessão da Assembleia Nacional na 6ª feira (13.jan.2023). Parlamentares votavam condenação simbólica à invasão das sedes dos Três Poderes, em Brasília, no 8 de Janeiro.
O líder do Chega,  partido de direita português, afirmou que compreende perfeitamente a fúria e angustia de milhões de brasileiros ao verem seu país governado por um bandido”.
O presidente da Assembleia e autor do voto de condenação, Augusto Santos Silva (Partido Socialista), rebateu Ventura. Afirmou que “essa é uma expressão ofensiva em relação ao presidente de um país muito amigo de Portugal”.
Depois do alerta e de pedir que o líder do Chega não usasse mais o termo para se referir a Lula, Santos Silva foi aplaudido por outros parlamentares. Entretanto, André Ventura replicou e disse que “é difícil se referir ao presidente do Brasil de outra forma”.
Ao final de sua fala, Ventura afirmou que entendia os acampamentos montados por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas “condena os ataques às instituições e a violência”.
Também afirmou que “a democracia é a forma de combater aqueles que, na nossa perspectiva, de forma completamente imoral tomaram conta das instituições brasileiras”.
Ao final da sessão, todos os parlamentares portugueses condenaram os ataques aos prédios dos Três Poderes em Brasília.
Assista (7min23s): 

Em 1º de outubro de 2022, véspera do 1º turno das eleições brasileiras, Ventura declarou apoio à reeleição de Bolsonaro. Afirmou que o então chefe do Executivo era “o presidente que os brasileiros precisam”. Também disse, à época, que a volta de Lula seria “uma tragédia para os brasileiros, para a América Latina e para o mundo que fala português”.
Por volta das 15h de domingo (8.jan.2023), extremistas de direita invadiram o Congresso Nacional depois de romper barreiras de proteção colocadas pelas forças de segurança do Distrito Federal e da Força Nacional. Lá, invadiram o Salão Verde da Câmara dos Deputados, área que dá acesso ao plenário da Casa. Equipamentos de votação no plenário foram vandalizados. Os extremistas também usaram o tapete do Senado de “escorregador”.
Em seguida, os radicais se dirigiram ao Palácio do Planalto e depredaram diversas salas na sede do Poder Executivo. Por fim, invadiram o STF (Supremo Tribunal Federal). Quebraram vidros da fachada e chegaram até o plenário da Corte, onde arrancaram cadeiras do chão e o Brasão da República –que era fixado à parede do plenário da Corte. Os radicais também picharam a estátua “A Justiça”, feita por Alfredo Ceschiatti em 1961, e a porta do gabinete do ministro Alexandre de Moraes.
Os atos foram realizados por pessoas em sua maioria vestidas com camisetas da seleção brasileira de futebol, roupas nas cores da bandeira do Brasil e, às vezes, com a própria bandeira nas costas. Diziam-se patriotas e defendiam uma intervenção militar (na prática, um golpe de Estado) para derrubar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A organização do movimento havia sido monitorada previamente pelo governo federal, que determinara o uso da Força Nacional na região. Pela manhã de domingo (8.jan), 3 ônibus de agentes de segurança estavam mobilizados na Esplanada. Mas não foram suficientes para conter a invasão dos radicais na sede do Legislativo.
Durante o final de semana, dezenas de ônibus e centenas de carros e pessoas chegaram à capital federal para a manifestação. Inicialmente, o grupo se concentrou na sede do Quartel-General do Exército, a 7,9 km da Praça dos Três Poderes.
Depois, os radicais desceram o Eixo Monumental até a Esplanada dos Ministérios a pé, escoltados pela Polícia Militar do Distrito Federal.
O acesso das avenidas foi bloqueado para veículos. Mas não houve impedimento para quem passasse caminhando.
Durante o domingo (8.jan), policiais realizaram revistas em pedestres que queriam ir para a Esplanada. Cada ponto de acesso tinha uma dupla de policiais militares para fazer as revistas de bolsas e mochilas. O foco era identificar objetos cortantes, como vidros e facas.
Desde o resultado das eleições, extremistas de direita acamparam em frente a quartéis em diferentes Estados brasileiros. Eles também realizaram protestos em rodovias federais e, depois da diplomação de Lula, promoveram atos violentos no centro de Brasília. Além disso, a polícia achou materiais explosivos em 2 locais da capital federal.
SÁBADO PRÉ-INVASÃO (7.jan)
DOMINGO (8.jan)



2ª FEIRA (9.jan)
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5ª FEIRA (12.jan)
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