Dólar fecha em leve alta após Lula confirmar Haddad na Fazenda – UOL

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A valorização das ações de exportadores de matérias-primas metálicas sustentou uma ligeira alta da Bolsa de Valores brasileira e colaborou para moderar o avanço do dólar frente ao real nesta sexta-feira (9), dia em que os olhos do mercado se voltaram ao anúncio do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre os nomes de cinco ministros que irão compor o seu governo. Fernando Haddad foi confirmado para a Fazenda, como era amplamente esperado.
O senador eleito Flávio Dino (PSB) irá para o Ministério de Justiça e Segurança Pública; o governador da Bahia, Rui Costa (PT), para a Casa Civil; o diplomata Mauro Vieira para o Itamaraty; e o ex-ministro da Defesa José Múcio Monteiro para a Defesa.
Embora a taxa de câmbio tenha refletido até as primeiras horas do dia a apreensão do mercado sobre a política econômica sob o comando de Haddad, o cenário favorável às exportações brasileiras reduziu a pressão negativa sobre o real.
O dólar comercial à vista fechou com ganho de 0,53%, cotado a R$ 5,2450 na venda —a alta acumulada na semana ficou em 0,61%.
No momento do anúncio dos ministros de Lula, por volta das 11h, a moeda americana chegou a subir cerca de 1% em relação à abertura do pregão e superou os R$ 5,28, mas perdeu fôlego no decorrer da tarde.
No mercado de ações, o Ibovespa avançou 0,25%, aos 107.519 pontos, em um dia em que o volume movimentado na Bolsa esteve abaixo da média devido ao jogo no qual a seleção masculina de futebol do Brasil foi derrotada pela Croácia e eliminada da Copa do Mundo.
Os ganhos da Bolsa ficaram basicamente concentrados no setor de mineração e de matérias-primas metálicas. As ações ordinárias da Vale saltaram 3,33%. Os papéis da CSN Mineração dispararam 10%.
Esse segmento tem sido beneficiado pela expectativa de aumento das exportações para a China, uma vez que o país vem afrouxando restrições contra a Covid e adotando outras medidas para aquecer setores da sua economia.
Analistas do mercado destacaram que a reação pouco expressiva do mercado nesta sexta quanto ao anúncio de Haddad está relacionada à ausência de surpresas com a escolha. “Acho que a confirmação de Haddad acabou com essa incerteza”, comentou a economista Cristiane Quartaroli, do Banco Ourinvest.
“Não era o nome favorito. O mercado até piorou um pouco depois do anúncio, mas já sabíamos que seria o Haddad”, afirmou Ivan Kraiser, sócio-fundador da gestora Garín Investimentos.
“Haddad era esperado, inclusive o mercado já vinha precificando essa possibilidade há muito tempo”, comentou Ricardo Jorge, especialista em investimentos e sócio da Quantzed.
Jorge ainda destacou que o desempenho dos ativos nesta sessão respondeu também a outras variáveis, como a divulgação de uma inflação em novembro que ficou “melhor do que a esperada”, disse.
O índice oficial de inflação do Brasil teve alta de 0,41% em novembro, informou nesta sexta o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
É o segundo mês consecutivo de elevação do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), mas o indicador mostrou desaceleração frente a outubro, quando havia subido 0,59%.
Rafael Ihara, economista-chefe da gestora Meraki Capital, destacou que, apesar da “percepção ruim do mercado” sobre Haddad, a reação dos ativos ao anúncio é tímida e que as expectativas agora se voltam para “a nomeação de secretários considerados mais amigáveis pelos investidores”, disse.
Ihara ainda citou que o anúncio ocorreu no momento em que já havia forte deterioração dos ativos devido à PEC da Transição.
Apesar da ligeira alta na sessão desta sexta, a Bolsa brasileira caiu 3,94% no acumulado desta semana, que também foi marcada pelo avanço no Senado da PEC (proposta de emenda à Constituição) da Transição, além da própria confirmação de Haddad para comandar a Fazenda.
“O Haddad já estava no preço de uma semana que foi muito ruim para o mercado”, afirmou Ramon Coser, especialista da Valor Investimentos.
Na quinta-feira (8), o Ibovespa terminou a sessão com uma baixa de 1,67%, aos 107.249 pontos. Essa foi a menor pontuação para um fechamento do principal índice da Bolsa de Valores desde o início de agosto.
A queda foi atribuída, principalmente, à preocupação de investidores quanto ao aumento de gastos públicos que pode ser autorizado pela PEC.
Na quarta-feira (7), o plenário do Senado aprovou a proposta sem modificar o texto que saiu da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa, apesar da pressão da oposição para que o valor e o prazo de duração fossem reduzidos.
A proposta, que ainda será votada na Câmara, amplia o teto de gastos em R$ 145 bilhões em 2023 e 2024 para o pagamento do Auxílio Brasil (que voltará a se chamar Bolsa Família) e libera outros R$ 23 bilhões para investimentos fora do teto em caso de arrecadação de receitas extraordinárias.
No principal mercado de ações mundial, a Bolsa de Nova York fechou a semana com expressiva queda, interrompendo uma sequência de duas altas semanais.
O indicador S&P 500, referência para as negociações em Wall Street, perdeu 0,74% nesta sessão e registrou um tombo semanal de 3,37%.
Dados do levantamento de preços ao produtor mostraram uma alta acima da esperada pelo mercado, que esperava um sinal de trégua da inflação antes da reunião do Fed (Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos), na semana que vem.
Enquanto a inflação estiver mostrando força, o Fed tende a manter a sua política de elevação de juros. Investidores temem, porém, que a alta no custo do crédito provoque uma recessão econômica.
O risco de desaceleração da economia também prejudica o segmento de matérias-primas para a produção de energia, mais precisamente, o petróleo.
Depois de ter caído na véspera à menor cotação deste ano, o barril do Brent, referência para os preços praticados pela Petrobras, subia 0,72% no início da noite desta sexta, aos US$ 76,70 (R$ 402).
No acumulado da semana, porém, o tombo chegava a 10,37%, a maior baixa semanal desde agosto.
Os preços despencaram nesta semana em que entraram em vigor as mais duras sanções já aplicadas pelo Ocidente ao petróleo produzido pela Rússia. A regra impõe que os navios que transportarem essa mercadoria só podem ser segurados pelas companhias seguradoras se os preços dos barris exportados pelo país estiverem limitados a US$ 60 (R$ 314).
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