Empresa mineradora da Bahia é multada em R$ 4 milhões por atos contra a administração pública

A oposição à prefeitura de Salvador decidiu, ao longo das últimas semanas, atacar a administração de Bruno Reis (União) de maneira mais incisiva. A estratégia, todavia, não envolve diretamente os vereadores da capital baiana, mas deputados federais e estaduais que mantêm relação com a cidade, porém não estão no embate diário com a população, como é o caso dos edis. Segundo fontes do Bahia Notícias, a mudança de postura teria ocorrido após pesquisas qualitativas indicarem desgastes na relação do prefeito com os eleitores.
Em entrevistas recentes, tanto Bruno Reis quanto auxiliares diretos do prefeito admitem que o primeiro ano da segunda administração é o “mais difícil” para um gestor. Com muitas obras em planejamento, os resultados começam a ser percebidos apenas após a virada do ano. Tanto que, no último dia 26, Bruno acelerou a entrega do Viaduto José Linhares, uma das obras de mobilidade com grande impacto em um dos funis da capital baiana.
Por isso, há uma perspectiva otimista de que os sinais de alerta percebidos pela oposição nas pesquisas qualitativas sejam temporários e que possam facilmente ser superados pela administração municipal. Contudo, não quer dizer que parlamentares ligados ao governo da Bahia não possam tentar “colar” a imagem de que Bruno Reis está desgastado e, com isso, indiretamente, atingir o pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União), aliado e antecessor do atual prefeito.
As críticas recentes à prefeitura vão desde a ressuscitação de um estudo publicado em agosto do ano passado sobre educação infantil até ataques mais voltados a declarações do prefeito Bruno Reis sobre transporte público. Segundo um aliado do governo Jerônimo Rodrigues, em condição de anonimato, o pleito do próximo mês de outubro gerou a percepção de “uma janela de oportunidade” para expor supostas falhas na gestão de Salvador, sob controle do grupo de Bruno Reis e ACM Neto desde 2013.
Do lado da prefeitura, entretanto, o alerta não chega a ser tão problemático. “É fase”, resumiu um aliado.
Oh Polêmico comenta sobre valorização do pagodão e luta contra racismo: “Respeito não é um favor”
sexta-feira, 06/02/2026 – 00h00
Por Laiane Apresentação
Foto: Alana Dias / Bahia Notícias
Em 11 anos muita coisa pode acontecer em uma carreira. Em um meio tão oscilante quanto o campo artístico, onde novos nomes vem e vão em uma velocidade surpreendente, alcançar essa marca já é uma conquista que Oh Polêmico pode chamar de sua.
Nessa década vivida em cima dos palcos e com suas músicas nos paredões, muitas mudanças ocorreram. O artista, que costumava fazer jus ao codinome artístico com brigas públicas e frases problemáticas, vem se tornando uma voz ativa na luta contra o racismo e a valorização da favela.
É com isso em mente, que o dono de hits como “Pitbull Enraivado”, “Samba do Polly” e “Deixa eu botar meu boneco” chega para mais um Carnaval de Salvador.
Com um trio pipoca no circuito Barra/Ondina, na quinta-feira (12), o cantor levará em suas roupas e no repertório o foco para a periferia, local de origem do pagodão baiano. “Favela no topo, favela no mundo” será o tema de seu Carnaval em 2026.
“A gente que veio da comunidade sabe nossas lutas. Muita gente que critica, que quer desfazer, às vezes quer até humilhar… Então quanto mais a gente se unir, mais a gente fica mais forte. Nosso pagodão é resistência. Respeito não é um favor, respeito é um direito”, explicou Polly, em entrevista ao Bahia Notícias.
Um dos motivos de se tornar uma voz mais ativa contra o preconceito foi uma situação vivida pelo cantor, em janeiro, quando presenciou um caso de racismo em um salão de beleza em Salvador.
“Fiz até uma música, que pretendo lançar agora depois do Carnaval, que é uma música referente a isso. Vai ter clipe também. E eu tenho certeza que a galera vai se identificar bastante. Vai ser nosso momento de fala”, revelou ao BN.
Além da mudança de atitude, os onze anos de trajetória são acompanhados por mudanças em suas músicas que saíram do pagode de paredão para o “pagode limpo”, ou seja, aquele sem censura e mais leve.
“Quando a gente quer furar a bolha, quer alcançar outras prateleiras, a gente tem que se moldar um pouquinho, começar a trabalhar as mudanças de letras… eu já venho fazendo isso aí há muito tempo, já tem uns quatro anos eu fazendo esse tipo de repertório”, explicou.
Polly explicou que a estratégia atual é focar em um repertório mais dançante e alegre, que possa ser utilizado de forma tranquila nas redes sociais, como foi o caso de canções como “Na ondinha” e “Fritadeira”.
“O pagodão proibidão é o pagodão que me colocou no meio da música. Todo artista que está começando, o repertório sempre é o pagodão proibidão, porque a gente fala da realidade, do que acontece, é o que a galera da comunidade, da favela, abraça”, completou Polly.
Apesar da mudança, o cantor mantém suas músicas desse estilo em seu repertório, adequando com base no espaço onde a apresentação é realizada. “Tem lugares e lugares”, declarou. O motivo, no entanto, para não abandonar o estilo é o respeito. “Foi a música que me colocou… eu digo que faz parte da minha história”, adiciona.
O artista vem passando por grandes fases na carreira com lançamento de audiovisual, estreia de seu primeiro ensaio de verão e até música tocando no reality show “Big Brother Brasil” e promete “fazer história nesse Carnaval”.
“Eu tenho muitas metas para poder concluir esse ano. Quero fazer uma turnê fora também, levar o nosso pagodão para tudo… colocar na prateleira que nunca deveria ter saído”, defende.
Comando unificado: entenda a filosofia por trás da parceria entre Fluminense de Feira e Jequié
sexta-feira, 06/02/2026 – 00h00
Por Thiago Tolentino
Foto: Alisson Nito / Jequié
Pouco comum no futebol baiano, a parceria firmada entre o Fluminense de Feira e o Jequié tornou-se um dos pilares do planejamento esportivo da SAF do Touro do Sertão para a temporada. Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da SAF, Filemon Neto, detalhou o funcionamento do acordo, explicou por que o futebol do Jipão passou a ser gerido integralmente em Feira de Santana e defendeu o modelo como uma solução estratégica para enfrentar um calendário estadual curto e competitivo.
Segundo Filemon, a parceria tem duração inicial de um ano e foi construída sob um princípio inegociável: o controle total do futebol ficaria com a SAF do Fluminense de Feira. Desde a montagem do elenco até a definição da comissão técnica, todas as decisões passam pelo mesmo núcleo de gestão.
“Nós conduzimos 100% do futebol. Não há ninguém do Jequié lá dentro [na tomada de decisão]”, revelou o dirigente.
O gestor explicou que não há divisão de poder ou interferência externa no dia a dia esportivo. O elenco é unificado, assim como a comissão técnica, e o planejamento segue um calendário integrado para atender às duas frentes competitivas. Na prática, o Jequié transferiu sua base operacional para Feira de Santana, utilizando a estrutura do Fluminense para garantir controle físico, técnico e logístico.
O elenco do Jequié atualmente utiliza as dependências do Fluminense de Feira durante a preparação para os jogos do Baianão | Foto: Divulgação / ADJ
“O Jequié está treinando em Feira de Santana. Isso não é por acaso; é para garantir padrão de trabalho, metodologia e acompanhamento diário”, frisou Filemon, destacando que a unificação evita os improvisos comuns no futebol estadual.
Dentro desse modelo, Neto também fez questão de esclarecer o que acontece em um cenário hipotético em que Fluminense de Feira e Jequié passem a disputar a mesma divisão no Campeonato Baiano simultaneamente. Segundo o dirigente, a parceria foi desenhada justamente para evitar qualquer tipo de conflito esportivo ou institucional. O acordo, firmado por prazo determinado, não prevê coexistência dos clubes na mesma divisão.
“A parceria da gente é de um ano. Terminou, o Jequié segue o caminho dele e o Fluminense segue o caminho dele. Cada um vai para o seu canto”, explicou.
MODELO FUNCIONAL E IDENTIDADE
O presidente da SAF reconheceu que o modelo pode gerar estranhamento inicial por fugir do padrão tradicional de parcerias, muitas vezes marcadas por conflitos de interesse. Ele reforçou, no entanto, que a parceria não representa perda de identidade para o Jequié, mas sim uma alternativa para manter a competitividade diante das limitações financeiras.
“É um modelo que pouca gente conhece por dentro, mas ele funciona porque existe clareza de comando. Não é incorporação nem fusão. É uma parceria esportiva com regras claras”, destacou.
Filemon concedeu entrevista exclusiva ao Bahia Notícias nesta semana | Foto: Thiago Tolentino / Bahia Notícias
AMBIÇÃO E PROFISSIONALIZAÇÃO
Mesmo sendo uma inovação na gestão, Filemon deixou claro que o projeto não é experimental. O objetivo é ser competitivo em ambos os clubes. Ele reiterou que o elenco atual é considerado o mais forte desde a criação da SAF e que a camisa do clube impõe uma cobrança natural por resultados.
Ao comentar os acessos que bateram na trave nas últimas duas campanhas da Série B do Campeonato Baiano, o dirigente defendeu uma análise racional: “Nem sempre o melhor vence. Isso é o que torna o futebol maravilhoso”.
Ao centralizar decisões e otimizar o calendário, a SAF do Fluminense de Feira aposta que a parceria com o Jequié representará um ganho competitivo imediato e um passo à frente na profissionalização do futebol do interior, visando aproximar-se do nível de competitividade da dupla Ba-Vi.
“Futebol é processo. E processo exige convicção”, concluiu.
Empresa mineradora da Bahia é multada em R$ 4 milhões por atos contra a administração pública
sexta-feira, 06/02/2026 – 00h00
Por Mauricio Leiro / Ronne Oliveira
Fotos: Reprodução / CGU / Google Maps
A Controladoria-Geral da União (CGU) publicou nesta terça-feira (3) um decisão que aplica sanções severas à empresa “Rocha Bahia Mineração Ltda” por práticas de atos lesivos contra o patrimônio público. A medida impõe multa no valor de R$ 4 milhões e determina a realização da chamada publicação extraordinária da condenação.
A decisão foi assinada pelo ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius Marques de Carvalho, e resulta da conclusão de um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR). Com base na Lei Anticorrupção, a CGU concluiu que a empresa cometeu irregularidades, conforme apontado em relatórios técnicos e pareceres jurídicos que embasaram a penalidade.
Além da multa milionária, a Rocha Bahia Mineração Ltda deve divulgar o teor da decisão condenatória, às suas próprias custas, para conferir publicidade à sanção aplicada, a empresa é conhecida pela atuação em cidades como Muquém de São Francisco, Parnamirim e Jaguarari, no interior da Bahia.
















