Josias de Souza – Bolsonaro teve um pesadelo estranho no Alvorada – UOL Confere

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Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na “Folha de S.Paulo” (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro “A História Real” (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de “Os Papéis Secretos do Exército”.
Colunista do UOL
12/11/2022 15h00
— Jair, tem alguém lá embaixo.”
— Hãããã?

— Lá embaixo. Tem alguém lá embaixo.
— Não seja tola, Michelle. Quem invadiria o Alvorada de madrugada?
— Estou dizendo. Ouvi um barulho.
— Você deve estar sonhan…
— Ó, ó… De novo. Ouviu agora? Não disse?!?!
— Tá bom, tá bom. Vou ver o que é.
— Vou com você. Sozinha, nesse palácio consagrado ao demônio, não fico!
Descendo as escadas, deram de cara com o monstro. E Michelle:
— Jair, você não disse que os militares cuidariam da urna eletrônica?
— Não se preocupe. Ela é inofensiva.
— É? E por que ela está comendo os pés da mesa?
— Sei lá. Deve haver uma explicação.
— Então, é bom encontrar logo essa explicação. Ela agora está comendo o sofá.
— Repita comigo: Brasil acima de tudo, Deus acima de tod…
— Bordão numa hora dessas, Jair! Ora, francamente. Ela está vindo pra cima de mim. Faça alguma coisa!
— Calma, Michelle. Ela se alimenta de votos.
— Está chegando perto, Jair.
— Não faça movimentos bruscos. Vou telefonar para o general Paulo Sérgio.
O ministro da Defesa abriu o jogo. A despeito de todos os esforços, os inspetores das Forças Armadas não conseguiram aprisionar as urnas dentro da fábula da fraude.
Michelle sumiu de Brasília. Nos bastidores, diz-se que pediu asilo numa igreja. Mas suspeita-se que possa ter sido devorada.
Bolsonaro também está sumido. Não se despediu do cercadinho. Não convocou uma live para dizer “tchau”. Foi visto pela última vez correndo pelos jardins do Alvorada com a faixa presidencial enrolada na testa. Suspeita-se que tenha sido engolido quando tentava se esconder no porta-malas do Malafaia.
Alguém jura ter ouvido o capitão gritar, fronte alta:
— Meu reino por um voto impresso!
Tradutor: Bolsonaro teve um pesadelo estranho no Alvorada
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
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