Justiça de Sorocaba acata denúncia de ex-secretário e funcionários … – Jornal Z Norte

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A Justiça de Sorocaba acatou denúncia do Ministério Público contra agente público, e um ex-secretário da cidade de Sorocaba.
O motivo da denúncia foi a compra de um prédio localizado no bairro Água Vermelha, onde funcionaria a Secretaria de Educação de Sorocaba.
O prédio, segundo informações apuradas pela Justiça de Sorocaba foi comprado pelo valor de R$ 29,8 milhões de reais, sendo que o prédio adquirido teria o valor de R$ 19,5 milhões de reais (uma diferença de mais de R$ 10 milhões de reais).
A Denúncia foi apresentada pelo GAECO (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) no último dia 13 de janeiro e segundo as investigações, a compra do imóvel aconteceu entre os meses de outubro e novembro de 2021.
Segundo o Gaeco, o ex-secretário de Urbanismo e Licenciamento Paulo Henrique Marcelo e o ex-secretário de Planejamento de Sorocaba Fausto Bossolo, além de Arthur Fonseca Filho e Renato Machado de Araújo subtraíram, em favor da empresa AFF Empreendimentos Imobiliários e Participações Ltda, onde os dois últimos citados são sócios, a importância em dinheiro de R$ 10.300.000,00 (dez milhões e trezentos mil reais), pertencente ao Município de Sorocaba.
Ainda segundo denúncia do GAECO acatada pela Justiça de Sorocaba, o ex-secretário de Planejamento Fausto Bossolo ofereceu uma quantia ao engenheiro da Prefeitura Areobaldo Negretti a quantia de R$ 20.000 reais em notas de 100 reais, para que o engenheiro atestasse através de laudo o valor do imóvel do prédio que seria adquirido pela Prefeitura, no valor de R$ 30.000.000,00, onde, segundo o GAECO, o ex-secretário afirmou ao engenheiro que “o negócio já estava acertado, por isso o valor deveria ser aquele”.
A Justiça de Sorocaba através da Dra. Margarette Pelizzari acatou a denúncia do GAECO e deu o prazo de 10 dias para que todos os citados apresentassem a defesa pela acusação realizada pelo Ministério Público.
“Observo, de início, que para receber a denúncia bastam os indícios da materialidade e da autoria do crime. Estamos no campo do Juízo da probabilidade, e não no juízo da certeza necessária à condenação, nem de mera notícia da infração. Há indícios de autoria e ficou demonstrada a materialidade dos crimes”, diz um trecho da decisão da Juiza Margarete Pellizari.
O caso continua em investigação pelo GAECO além dos tramites legais da justiça. O Jornal Z Norte continuará acompanhando o caso.
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