Marrocos perde da Croácia, mas o futebol sai ganhando na Copa do Qatar – UOL Esporte

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.
Alicia Klein tem quase 20 anos de mercado esportivo em posições de liderança no Brasil e no exterior. Escreveu a biografia de Michael Schumacher, trabalhou na NFL, no universo olímpico e no da Copa do Mundo. Decidiu que é hora de falar sobre misoginia, racismo, trabalho infantil e tudo que o esporte aceita em nome dos resultados dentro e fora de campo.
17/12/2022 14h04
O lado ruim da disputa do terceiro lugar é que ela vale pouco. O lado bom da disputa do terceiro lugar é que ela vale pouco.
Hoje, talvez ela valesse mais, especialmente para Marrocos, em sua estreia no topo do futebol mundial, mas ainda assim o jogo se mostrou mais aberto, mais leve. Historicamente, a disputa do prêmio de consolação da Copa tem média de 3,8 gols.
Não deu outra. Pelo menos, no primeiro tempo.
Logo aos 7 minutos, em uma bela jogada ensaiada (sim, é possível ter jogada ensaiada com pouco tempo de treino, como já nos mostrara a Holanda), Gvardiol subiu cabeceando lindamente e abriu o placar para a Croácia. O craque de apenas 20 anos é o mais jovem a marcar por seu país.
Antes que pudesse sentir a derrota, Marrocos aproveitou um outro lance de bola parada e um desvio horroroso de Majer para empatar com Dari, aos 9 minutos. Primeiro gol do outro jovem zagueiro, de 23 anos, em sua sétima partida pela seleção.
Aos 42, a zaga marroquina vacilou e Orsic mandou por um golaço por cobertura: 2 a 1.
E foi só. Algumas boas chances, reclamações de pênaltis e cansaço.
A Croácia fica com o bronze, pela segunda vez em sua história. Desde sua primeira participação como nação, em 1998, são dois terceiros e um segundo lugar. Impressionante.
Muito provavelmente, nos despedimos hoje de Modric, em Copas. Com quatro edições na bagagem, 37 anos e uma história monumental, o grande camisa 10 deve ter disputado sua última partida em Mundiais.
Embora seja difícil não sentir certa tristeza por aqueles que veremos cada vez menos, ganhamos inúmeros novos talentos para curtir pelos próximos anos. Prestaremos mais atenção em Hakimi. Ganhamos Amrabat. Ganhamos Ounahi. Ganhamos Bono. Ganhamos Regragui. Ganhamos Marrocos.
A equipe africana reclamou bastante da arbitragem ao final, parecendo frustrada com o resultado. Isso só mostra a determinação e a confiança dos comandados de Walid Regragui. Eles queriam — e podiam — vencer. O desgaste prevaleceu.
Consolidou-se uma nova força da Europa, com suas 13 vagas. Ganhamos A África entre os maiores do mundo, com apenas cinco vagas. Não nos esqueceremos de 2022. Até porque faltavam só quatro minutos…
** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL
ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}
Por favor, tente novamente mais tarde.
Não é possivel enviar novos comentários.
Apenas assinantes podem ler e comentar
Ainda não é assinante? Assine já.
Se você já é assinante do UOL, faça seu login.
O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia os termos de uso
Alicia Klein
Alicia Klein
Alicia Klein
Alicia Klein
Alicia Klein
Alicia Klein
Alicia Klein
Alicia Klein
Alicia Klein
Alicia Klein
Alicia Klein
















