Não, Lula não indicou esposa de traficante para ministério da Segurança Pública – politica.estadao.com.br

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Jorge C. Carrasco
11 de novembro de 2022 | 14h50
É falso que o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenha escolhido a esposa do traficante Marcola, líder do PCC, para chefiar um possível Ministério da Segurança Pública. Vídeos nas redes tiram de contexto uma declaração do jornalista Ernesto Lacombe para espalhar a informação errada. Lula ainda não anunciou nenhum ministro e indicou que só deve fazê-lo em dezembro.

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Vídeos com a legenda “Bomba! Lula escolhe como ministra da Segurança Pública a mulher do Marcola, chefe do PCC” utilizam um trecho de menos de 30 segundos do programa de YouTube “4 por 4”, comandado por Lacombe. Esse conteúdo foi compartilhado ao menos 30 mil vezes no Facebook e recebeu ao menos 4 mil curtidas no Instagram.
O jornalista comenta uma nota do colunista Lauro Jardim no jornal O Globo com a manchete “Advogado que sonha ser ministro de Lula assume defesa de mulher de Marcola, do PCC”.
Na nota de dois parágrafos, Jardim afirma que o criminalista Alberto Toron tem a ambição de ser ministro de uma possível pasta da Segurança Pública do governo Lula. Esse mesmo advogado assumiu recentemente a defesa de Cynthia Herbas, mulher de Willians Camacho. A nota não afirma que o presidente eleito estaria cogitando a ideia.
Ao final do vídeo utilizado no boato, Lacombe pergunta à ex-jogadora de vôlei Ana Paula Henkel a sua opinião sobre a possibilidade de o advogado criminalista ser nomeado ministro. Isso prova que sua fala foi tirada de contexto.
Lula já declarou a intenção de recriar o Ministério da Segurança Pública, mas ainda não falou publicamente sobre nomes que podem ser escolhidos para a pasta. O presidente eleito afirmou que só vai divulgar nomes de ministros a partir de dezembro.
Mesmo assim, o futuro governo é tema de desinformação nas redes. O Estadão Verifica mostrou recentemente ser falso que Lula nomeou Jean Wyllys para o Ministério da Educação. Também não é verdade que o vice-presidente eleito Geraldo Alckmin (PSB) tenha dito que os pagamentos na modalidade Pix serão taxados.
Este boato foi checado por aparecer entre os principais conteúdos suspeitos que circulam no Facebook. O Estadão Verifica tem acesso a uma lista de postagens potencialmente falsas e a dados sobre sua viralização em razão de uma parceria com a rede social. Quando nossas verificações constatam que uma informação é enganosa, o Facebook reduz o alcance de sua circulação. Usuários da rede social e administradores de páginas recebem notificações se tiverem publicado ou compartilhado postagens marcadas como falsas. Um aviso também é enviado a quem quiser postar um conteúdo que tiver sido sinalizado como inverídico anteriormente.
Um pré-requisito para participar da parceria com o Facebook  é obter certificação da International Fact Checking Network (IFCN), o que, no caso do Estadão Verifica, ocorreu em janeiro de 2019. A associação internacional de verificadores de fatos exige das entidades certificadas que assinem um código de princípios e assumam compromissos em cinco áreas:  apartidarismo e imparcialidade; transparência das fontes; transparência do financiamento e organização; transparência da metodologia; e política de correções aberta e honesta. O comprometimento com essas práticas promove mais equilíbrio e precisão no trabalho.
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