Pérez lamenta tratamento diferente da F1 com latinos: “Podemos competir com os melhores” – Grande Prêmio

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Sergio Pérez conquistou a quarta vitória da carreira no último fim de semana em Singapura e aproveitou o bom resultado para desabafar. O piloto da Red Bull reclamou das críticas exageradas que sofre da imprensa e disse que sua nacionalidade poderia ser o motivo. Agora, antes do GP do Japão, o mexicano ressaltou que sua origem sempre o fez ser tratado de forma diferente no mundo da Fórmula 1.
“Sempre que você tem uma corrida ruim ou um pouco ruim, como qualquer outro piloto, às vezes com os pilotos latinos você pode ouvir um pouco mais de críticas. Quando há apenas algumas corridas, você sabe? Não é como se o ano tivesse sido ruim, você vê isso com outros pilotos, que eles têm problemas semelhantes, e isso quase não é falado. Então, às vezes eu me sinto assim. Eu me senti assim ao longo da minha carreira”, relatou Pérez.
“Acho que valeu a pena apontar isso, mas, ao mesmo tempo, é a beleza do nosso esporte, ter isso [divulgado na imprensa]. Junto com a imprensa, somos um grande esporte e, como esportista, você sempre obtém motivação daqui e dali. Não é absolutamente nada além disso”, explicou o piloto da Red Bull.
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Checo contou que o fato de ser mexicano já o fez ouvir que seria “preguiçoso” e que essa era “sua cultura”. Os comentários preconceituosos o deram motivação para seguir em frente: Pérez quebrou o recorde de mais tempo para conquistar a primeira vitória e a primeira pole-position na Fórmula 1. Agora, ele espera poder inspirar uma nova geração de pilotos no México.
“Às vezes as pessoas dizem: ‘Bem, ele é mexicano, ele é preguiçoso, essa é sua cultura’ e assim por diante. Só porque sou mexicano, não posso competir com os melhores do mundo? Às vezes eu senti isso, especialmente nos primeiros anos. Mas, por outro lado, é sempre bom provar que qualquer um pode chegar ao topo”, afirmou Sergio.
“Isso seria incrível. Apenas para mostrar para as novas gerações que você pode vir do México e chegar até o topo. Você precisar ir para a Europa sendo muito novo, antes de tudo. Para competir com os melhores pilotos, com condições similares de clima, todo esse tipo de coisa que você só consegue na Europa, em nenhum outro lugar. Só para eles acreditarem em si mesmos e que podem fazer um trabalho melhor do que estou fazendo aqui. Eu realmente espero que isso encoraje mexicanos a fazê-lo”, concluiu Pérez.
Atual terceiro colocado no Mundial de Pilotos, Checo volta às pistas já neste fim de semana para o GP do Japão, 18ª etapa da temporada de 2022 da Fórmula 1, com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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