Primo do coronel Ustra viajou com Bolsonaro a Orlando – Metrópoles

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16/01/2023 12:14, atualizado 16/01/2023 12:14
Marcelo Ustra da Silva Soares, primo do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos principais torturadores da ditadura militar, integrou a equipe de segurança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na viagem aos Estados Unidos. Segundo o Portal da Transparência, Marcelo Ustra esteve em Orlando no período de 28/12/2022 a 1º/1/2023. A informação foi publicada pelo site Brasil de Fato e confirmada pelo Metrópoles.
O major do Exército Marcelo Ustra da Silva Soares é bisneto de Celanira Martins Ustra, avó de Brilhante Ustra. Marcelo estava empregado no Gabinete de Segurança Institucional (GSI), conforme publicado pelo colunista Guilherme Amado.
Na ocasião, Marcelo negou relação familiar com sua nomeação. “A nomeação não tem absolutamente nada a ver com indicação, com família. É uma nomeação de um plano normal de seleção dentro do Exército”, afirmou ele.
Ustra comandou o Destacamento de Operações de Informações do Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), em São Paulo, durante a ditadura militar, quando 502 pessoas teriam sido torturadas no local e 50, mortas pelo órgão. Ustra sempre negou as acusações, apesar dos inúmeros relatos de ex-presos e até de ex-agentes registrados em documentos e livros.
Bolsonaro exaltou Ustra em diversas ocasiões e chegou a dizer que o livro “A Verdade Sufocada”, de Ustra, era seu livro de cabeceira.
A mais famosa declaração de Bolsonaro sobre o militar ocorreu quando era deputado federal, em 2016, ao votar pelo impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT) – considerada uma das vítimas do DOI-Codi. Bolsonaro dedicou seu voto favorável ao impedimento de Dilma ao coronel.
Bolsonaro viajou aos EUA em 30 de dezembro de 2022, antes mesmo do fim de seu mandato, evitando passar a faixa presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no dia 1º de janeiro. Ele passa férias com a família em Orlando, na casa de José Aldo, lutador de MMA. A residência do atleta fica situada no condomínio de luxo Encore Resort at Reunion, na cidade de Kissimmee, no estado da Flórida.
Nos EUA, Bolsonaro ficou alguns dias internado em um hospital após sentir dores abdominais. Ele teve alta na terça-feira passada (10/1).
A permanência de Bolsonaro em solo americano é incerta. Um grupo de parlamentares democratas dos Estados Unidos enviou uma carta com o pedido de anulação do visto dele para o presidente norte-americano, Joe Biden. Eles insistem que Biden “colabore com as autoridades brasileiras” na investigação dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.
A carta conta com a assinatura dos 46 parlamentares do partido do qual Biden também faz parte. O presidente dos EUA condenou o ataque aos Três Poderes e prestou solidariedade ao Brasil.
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