Privatizações vão acabar no Brasil, diz Lula em discurso – JOTA

Transição
Presidente eleito também criticou Bolsonaro: ‘Ele segue rito que todo fascista segue no mundo’
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, em discurso nesta terça-feira (13/12), que as privatizações vão acabar. Também em sua fala, Lula confirmou que o ex-senador Aloizio Mercadante será o presidente do BNDES.
“Vai acabar privatizações (sic) nesse país. Já privatizaram quase tudo. Vai acabar, e nós vamos mostrar que algumas empresas públicas vão poder mostrar a sua rentabilidade”, afirmou Lula em discurso na cerimônia de encerramento das atividades dos grupos de trabalho na Transição.
O presidente eleito mandou um recado ao que chamou de “glorioso mercado”. Declarou que, ao tentar julgar o que ele está fazendo, lembrem-se de que ganharam tanto dinheiro no período que ele presidia o Brasil.
Em sua fala, o presidente eleito também criticou Jair Bolsonaro – o chamou de figura anômala, irracional e sem sentimento – e disse que o adversário não reconheceu o resultado da eleição: “Ele segue rito que todo fascista segue no mundo”. Afirmou que vai viajar pelo mundo para reconstruir a credibilidade do país.
Lula disse que, até agora, “esse cidadão até agora não reconheceu a derrota”. “Mesmo com a farra do boi, distribuindo dinheiro sem critério, ele perdeu as eleições”, declarou o presidente eleito.
Em outro momento, criticou Bolsonaro porque, segundo ele, o adversário não governava o país: “Quem governava de verdade era o Paulo Guedes e não ele”.
Lula lembrou de sua prisão no âmbito da Operação Lava-Jato e afirmou que, durante cinco anos, o então juiz Sergio Moro e o então coordenador da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol, enganou os milhões de brasileiros.
“A mentira que o Moro e Dallagnol contavam eram transformadas em verdade, sem que houvesse nenhuma cobrança. Foram cinco anos, não foram cinco dias. Foram vidas destruídas. Tenho certeza que meus acusadores não andam de cabeça erguida”, disse.
Afirmou ainda não querer vingança. “Não tenho direito de sentar na cadeira (de presidente) com esse sentimento. Apenas não me peçam para esquecer. Não quero esquecer, mas não quero isso na mesa de governança”.
Juliana Castro – Editora-assistente no Rio de Janeiro. Responsável pela edição de reportagens publicadas no JOTA Info. Foi repórter no jornal O Globo e nas revistas Época e Veja. Email: [email protected]
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