Rosemberg Pinto critica obstrução da oposição e afirma que bancada adota “método medieval”

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líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Rosemberg Pinto (PT), questionou os efeitos práticos da mudança de rota da bancada da oposição, que nas últimas três semanas passou a obstruir as matérias de interesse do Executivo ao adotar a “política do cansaço”.

Nesta terça-feira (16), a bancada da minoria promoveu uma obstrução de 16 horas, o que fez com que a sessão plenária, iniciada às 14h45, terminasse às 7h da manhã desta quarta (17). Entre os projetos que esquentaram o debate estava o mais recente pedido de empréstimo feito à Casa pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), no valor de R$ 750 milhões. O governo, que detém a maioria dos deputados, conseguiu aprovar a urgência da matéria.

Na avaliação de Rosemberg Pinto, a oposição acordou após um longo período de sono profundo. Como já mostrou este Política Livre, a mudança de postura do grupo, liderado pelo deputado Tiago Correia (PSDB), veio somente após a cobrança incisiva do principal líder da oposição na Bahia, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil). Ele cobrou, contudo, uma bancada mais combativa.

“Eu acho que esse método é um método medieval e não traz nenhum benefício para a sociedade. Atende aos egos de algumas pessoas que às vezes estão até dormindo, enquanto nós estamos aqui trabalhando”, alfinetou.

Ainda de acordo com o líder do governo, a obstrução cria dificuldades para os próprios parlamentares e não traz efeito prático para Assembleia, nem para sociedade.

“Eu, às vezes, me pergunto o que a obstrução traz de vantagem para a sociedade baiana. Não traz efeito prático nem para a Assembleia Legislativa, nem para a sociedade porque todos os projetos ontem com a missão foram votados, sem qualquer alteração da sua originalidade”, frisou.

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