Vice que substitui Ibaneis é aliada de Michelle e empregou ex de Bolsonaro – UOL Confere

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Do UOL, em São Paulo
09/01/2023 12h17Atualizada em 09/01/2023 15h28
A vice Celina Leão (PP) assume como governadora do Distrito Federal após Ibaneis Rocha (MDB) ter sido afastado por 90 dias por decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Celina é próxima à família Bolsonaro. Quando era deputada, nomeou como sua secretária parlamentar a ex-mulher de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Valle, com um salário líquido de R$ 6.152,94. Ela ficou no cargo de março de 2021 a junho de 2022.

Celina ganha evidência um dia depois de bolsonaristas invadirem e depredarem os prédios do Congresso, do Palácio do Planalto e do STF (Supremo Tribunal Federal).
Cristina vive modestamente. Ela precisa de salário para viver. Ficou honrada. É uma pessoa que precisa de oportunidade como qualquer outra. Ela sofre muito por ser ex-mulher do presidente porque vira vitrine. É uma funcionária exemplar Celina Leão à colunista do UOL Juliana Dal Piva em 2021
Ontem, durante as invasões, Celina fez uma postagem condenando os atos:
Democracia não é a invasão e dilapidação do patrimônio público !! Inadmissível a invasão aos poderes da república.
A nova governadora do DF também se declarou contra a CPI da Covid — para ela, a comissão não tinha “critério jurídico” e a oposição “vai querer holofote para desestabilizar o governo”, disse em abril de 2021, antes da instalação.
Durante a campanha para as eleições de 2022, Celina fez parte de um comitê ao lado da senadora eleita Damares Alves (Republicanos-DF), da deputada Carla Zambelli (PL-SP) e da então primeira-dama para virar votos a favor de Bolsonaro, que enfrentou alta rejeição no eleitorado feminino.
Esse é o presidente que levou água para as mulheres ribeirinhas, para o Nordeste, que dobrou o Bolsa Família, que perdoou o Prouni impagável. Como ele não cuida de mulheres pobres, periféricas, negras? É por esse presidente que nós vamos lutar todas unidas, o senhor pode ter certeza que nós faremos a diferença. Cada uma delas aqui será coordenadora do seu estado Celina Leão em uma reunião com Bolsonaro e Michelle no Palácio do Alvorada em 6 de outubro
Celina passou por cinco partidos até chegar ao PP — antes ela foi filiada a PSDB, PMN, PSD, PDT e PPS, onde ficou até março de 2018. Logo depois, filiou-se ao PP, após convite para concorrer ao posto de deputada federal.
Coordenou a Secretaria da Mulher na Câmara e fez parte da chamada “tropa de choque feminina” do governo Bolsonaro. Também apoiou a eleição de Arthur Lira (PP-AL), atual presidente da Câmara.
Em nota, a assessoria de Mercadante nega que tenha sido favorecido pela mudança nas regras. A assessoria afirma que ele “não exerceu qualquer função remunerada na campanha vitoriosa do presidente Lula, não tendo sido vinculado a qualquer atividade de organização, estruturação ou realização da campanha”. Também acrescenta que, “na campanha, o ex-ministro limitou-se a colaborar para a elaboração do programa de governo, função esta não abarcada nas limitações da Lei das Estatais”.
Quando ainda era deputada distrital, em 2017, Celina e outros quatro parlamentares viraram réus por corrupção passiva no âmbito da Operação Drácon, deflagrada no ano anterior — à época, ela ocupava a presidência da Casa, mas foi afastada. A ação investigou um suposto esquema de corrupção na saúde.
Na ocasião, Celina negou a acusação de ter cobrado propina em troca da destinação de verbas para a saúde e alegou que os áudios apresentados foram editados para prejudicá-la.
No ano passado, o presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Humberto Martins, deferiu o pedido dela para suspender a ação penal oriunda da operação.
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