SRAG causada por Influenza A estabiliza na Bahia; cobertura vacinal de grupos prioritários é de 11%

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave associados à Influenza A pararam de crescer na Bahia, é o que revela o último boletim da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado em abril. A estabilização acontece durante o início da campanha de vacinação contra esse vírus, que no momento atende os grupos de risco. Apesar deste cenário, a influenza ainda apresenta níveis elevados de incidência nessas regiões.
Segundo o relatório, os casos de SRAG associados à Influenza A mostram sinal de interrupção do crescimento ou queda na Bahia e mais cinco estados do Nordeste (MA, CE, PI, RN, e PE). Ainda assim, das mortes relacionadas à síndrome que tiveram relação com algum vírus no país, a presença do Influenza foi observada em 43,7% dos casos.
Diante do cenário, a recomendação é de que a imunização avance para garantir a proteção da população. A vacinação é a principal forma de prevenção contra a influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Segundo Nanci Silva, professora da Escola Bahiana de Medicina, o imunizante deve conter o avanço da síndrome.
“A vacina é extremamente importante para reduzir tanto o número de casos como a gravidade, consequentemente diminui a internação. A principal ferramenta que nós temos para diminuição da gravidade das doenças e da prevenção do processo infeccioso é a vacina. Ela pode não ser 100% efetiva, mas ela reduz mortalidade e internação”, afirmou a médica.
















