Vereadores investigados por corrupção alegam inocência e retornam para seus cargos dia 9 – Correio do Estado

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Política
DARK MONEY
Parlamentares continuam sendo investigados pela Polícia Civil
04/01/2023 16h45
Ana Clara Santos
Vereadores investigados por corrupção alegam inocência e retornam para seus cargos dia 9 – Divulgação
Os vereadores de Maracaju Ilson Portela (PSDB), mais conhecido como Catito, e Jeferson Lopes (Patriota), irão retomar seus cargos na Câmara Municipal da cidade. Os dois estão entre os oito parlamentares investigados na segunda fase da Operação Dark Money, deflagrada em dezembro de 2022, que mirou um esquema de corrupção que acontecia dentro da Casa de Leis.
De acordo com a decisão judicial que afastou os parlamentares, a suspensão seria válida por 30 dias, ou seja, no dia 05 de janeiro a ordem perderá a validade. Ambos pretendem retornar no dia 9 de janeiro, quando a Câmara retorna do recesso parlamentar, mas continuam sendo investigados.
Ao Correio do Estado, Jefferson Lopes afirmou que estará de volta porque, de acordo com ele, ficou provado que nenhum dos parlamentares teve envolvimento no esquema de recebimento de propina.
“Já demos depoimentos e tenho consciência da minha inocência. Estamos com todas as provas na mão. Não tenho culpa, isso foi uma calúnia contra nós”, afirmou Lopes.
Além de terem seus cargos novamente, de acordo com Ilson os bens sequestrados pela justiça também foram desbloqueados.
O presidente da Casa de Leis, Robert Ziemann (PSDB), Hélio Albarello (MCB), Laudo Sorrilha (PSDB), Ludimar Portela, também chamado de Nego do Povo (MDB), Joãozinho Rosa (MDB) e Antônio João Marçal de Souza, conhecido como Nenê da Vista Alegre (MDB) também foram afastados.
Ainda não há confirmação se os outros vereadores irão retomar seus cargos no fim do recesso parlamentar. A reportagem tentou entrar em contato com os demais parlamentares, mas não obteve retorno.
No entanto, se não houver qualquer impedimento judicial, todos eles já podem retornar para suas funções, que atualmente são ocupadas pelos suplentes.
A operação, deflagrada em dezembro de 2022, pelo Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) investiga se parlamentares estariam recebendo propina como forma de relaxar a fiscalização em relação ao Poder Executivo, bem como para facilitar projetos de leis de interesse da prefeitura, entre 2019 e 2020.
Há indícios de que o esquema tenha causado prejuízo total de R$ 23 milhões aos cofres do município. O dinheiro desviado era movimentado numa conta bancária aberta de modo clandestino, ou seja, sem que as autoridades municipais soubessem da existência dela.
Esta é a 3ª fase da operação. Na primeira, foram apuradas desvio de verbas para pagamentos extraordinários de servidores da prefeitura, quando algumas pessoas foram presas temporariamente.
Já a segunda fase atingiu os servidores do alto escalão como ex-secretários, que também recebiam quantias em dinheiro fora da folha de pagamento. Nesta fase, as prisões foram convertidas em preventivas.
Agora, foram presos em flagrante dois vereadores e mais duas pessoas que não tinham mandados públicos, sendo que uma delas é apontada como “laranja” de um dos parlamentares e o outro é filho de outro vereador.
NOVO GOVERNO
A advogada Giselle Marques deve assumir a superintendência do IBAMA e o médico Izaias Pereira da Costa será o diretor-geral do HU de Campo Grande
06/01/2023 17h14
Médico Izaias Pereira da Costa e advogada Giselle Marques Fotomontagem
Em atendimento à solicitação do Diretório Nacional do PT, o diretório estadual do partido em Mato Grosso do Sul já teria definido os nomes da advogada Giselle Marques, que foi candidata da legenda a governador no ano passado, e o do médico Izaias Pereira da Costa para ocuparem os cargos de superintendente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBAMA) e de diretor-geral do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HU), de Campo Grande (MS).
Pós-doutora em Meio Ambiente e Desenvolvimento Regional pela Uniderp-Anhanguera, de Campo Grande (MS), Giselle Marques é doutora em Direito pela Universidade Veiga de Almeida, do Rio de Janeiro (RJ), e mestre em Direito pela Universidade Gama Filho, do Rio de Janeiro (RJ).
Ela também atua no Conselho Internacional de Estudos Contemporâneos em Pós-Graduação (CONSINTER), bem como consultora jurídica ambiental da Águas Guariroba e vice-presidente da Comissão de Direitos Sociais e Membro da Comissão de Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul (OAB/MS).
Já Izaias da Costa é médico graduado pela Uniderp-Anhanguera, de Campo Grande (MS), membro fundador e diretor da Liga Acadêmica de Clínica Médica e monitor do Laboratório Morfo-Funcional, na disciplina de Histologia.
Após a graduação, ele serviu como oficial médico na Marinha do Brasil e tem experiência em atendimento de urgência e emergência, atuando como médico plantonista da Área Vermelha em Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Atualmente, é médico residente da Clínica Médica do HU, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).
Outros nomes
A reportagem do Correio do Estado apurou que os outros nomes mais cotados são os do ex-deputado federal e estadual João Grandão, Lindomar Terena, Lairson Palermo, Tiago Botelho, Gleice Jane, Humberto Amaducci e Marina Ricardo Nunes Viana. Marina, da direção Estadual do MST no Estado, deve assumir a Superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Lairson Palermo deve ocupar a Superintendência Regional do Trabalho e Lindomar Terena vai assumir o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI).
O ex-candidato a senador Tiago Botelho estaria cotado para a direção do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), enquanto João Grandão, Gleice Jane e Humberto Amaducci ainda não definiram quais cargos federais devem ocupar.
Estão em abertos os cargos de superintendentes do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), da Polícia Federal (PF), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), da Agricultura (SFA), bem como a gerência regional da Secretaria do Patrimônio União (SPU) e a direção dos Correios.
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SUSPEITA DE CORRUPÇÃO
Conselheiros são suspeitos de participação em esquema de corrupção; volta pode acontecer apenas em junho
06/01/2023 16h49
Tribunal de Contas de MS oficializa três auditores que substituirão conselheiros afastados Divulgação TCE-MS
O Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) publicou, em edição extra do Diário Oficial, a convocação dos auditores que irão substituir os conselheiros Waldir Neves, Ronaldo Chadid e Iran Coelho das Neves, investigados em operação que mira um esquema de corrupção envolvendo os conselheiros, assessores e outros funcionários do órgão.
De acordo com a publicação, o auditor Célio Lima de Oliveira irá ocupar o lugar do conselheiro Waldir Neves; Leandro Lobo Pimentel substituirá Ronaldo Chadid e Patrícia Sarmento dos Santos ficará no lugar de Iran Coelho Neves. Todos começam a trabalhar a partir da próxima segunda-feira (9).
Os três estão sendo investigados desde o dia 08 de dezembro e, por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), estão afastados de seus cargos por 180 dias. Ou seja, se retornarem, a volta se dará apenas em junho deste ano.
Em consequência da investigação, no dia 12 de dezembro o então presidente do TCE-MS, Iran Coelho Martins, renunciou ao cargo à frente do órgão. Quem assumiu interinamente o mandato foi o conselheiro Jerson Domingos.
O afastamento aconteceu no âmbito da Operação Terceirização do Ouro, deflagrada pela Polícia Federal, que mirou a participação do trio em um esquema de desvio de dinheiro por meio de licitações fraudulentas.
O esquema era orquestrado por meio de uma empresa que apresentava licitação fraudulenta, que era direcionada por servidores do órgão que, por sua vez, transformaram o documento em um licitação para prestação de serviços de informática.
Entre as estratégias usadas estava a velocidade incomum para as tramitações, exigência por uma qualificação desnecessária, bem como a contratação de serviços diferentes em um mesmo processo.
Além de Campo Grande, a operação acontece também em Brasília (DF); Miracema (RJ); São Paulo (SP); e Porto Alegre (RS), sendo expedidos 28 mandados de Busca e Apreensão, cinco afastamentos e o mesmo número de monitoramentos por tornozeleira eletrônica.
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